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Monitorização Hemodinâmica 4.0 na Decisão do Paciente Crítico

Coordenação: Franco Costa

Objetivo geral:
Capacitar os participantes para interpretar dados hemodinâmicos de forma integrada, dinâmica e aplicada à tomada de decisão no paciente crítico, utilizando princípios de monitorização básica à avançada, avaliação da perfusão com marcadores 
sensíveis, fluido-responsividade, análise de curvas, ultrassom à beira-leito e raciocínio clínico orientado por dados.
 

Objetivos específicos:

  • Compreender a evolução da monitorização hemodinâmica tradicional para uma abordagem 4.0, integrada, preditiva e centrada em dados.

  • Diferenciar monitorização estática, dinâmica, invasiva e não invasiva.

  • Interpretar parâmetros fundamentais como pressão arterial média, pressão de pulso, débito cardíaco, índice cardíaco, resistência vascular sistêmica, pressão venosa central, saturação venosa central, GAP CO², lactato, diurese e sinais de perfusão periférica.

  • Avaliar fluido-responsividade utilizando variáveis dinâmicas, testes funcionais e integração com exame clínico.

  • Identificar situações em que a reposição volêmica pode ser benéfica, inútil ou potencialmente deletéria.

  • Aplicar princípios básicos de análise de curvas arteriais, incluindo morfologia da curva, pressão de pulso, damping, overshooting e erros de medida.

  • Compreender o papel do ultrassom e da ecocardiografia focada na avaliação hemodinâmica do paciente crítico.

  • Utilizar dados de monitorização para apoiar decisões sobre fluidos, vasopressores, inotrópicos, diuréticos e suporte ventilatório.

  • Desenvolver raciocínio clínico baseado em tendências, integração multiparamétrica e tomada de decisão em tempo real.

1 – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Aulas Expositivas Dialogadas

  • Monitorização Hemodinâmica 4.0: do dado isolado à decisão clínica

    • Evolução da monitorização hemodinâmica no paciente crítico;

    • Conceito de Monitorização Hemodinâmica 4.0;

    • Monitorização centrada em dados, tendências e tomada de decisão;

    • Diferença entre monitorar, interpretar e decidir;

    • O risco de tratar números isolados;

    • Integração entre sinais clínicos, monitor multiparamétrico, exames laboratoriais e resposta terapêutica;
       

Fundamentos da hemodinâmica aplicada ao paciente crítico

  • Conceito de perfusão tecidual;

    • Pressão arterial média e suas limitações;

    • Débito cardíaco e índice cardíaco;

    • Volume sistólico;

    • Frequência cardíaca e impacto no débito cardíaco;

    • Pré-carga, pós-carga e contratilidade;

    • Resistência vascular sistêmica;

    • Relação entre macro-hemodinâmica e microcirculação;

    • Oferta e consumo de oxigênio;

    • Sinais clínicos de hipoperfusão;

    • Lactato, diurese, nível de consciência e perfusão periférica.

 

Monitorização avançada: parâmetros que orientam decisões

  • Pressão arterial invasiva: indicações, cuidados e interpretação;

  • Curva arterial: morfologia, damping, underdamping e erros de leitura;

  • Pressão de pulso e sua relevância clínica;

  • Pressão venosa central: utilidades e limitações;

  • Saturação venosa central;

  • Lactato e clearance de lactato;

  • Capnografia como marcador indireto de perfusão;

  • Marcadores de perfusão e janelas clínicas.

  • Conceituando a monitorização monimamente invasiva;

  • Integração dos parâmetros no raciocínio clínico.

 

Objetivo da aula expositiva

Apresentar os principais parâmetros de monitorização hemodinâmica, destacando sua interpretação clínica, limitações e aplicação na decisão terapêutica.

 

 

2 – METODOLOGIAS DE ENSINO

O curso será desenvolvido por exposição dialogada dos principais parâmetros hemodinâmicos e sua aplicabilidade clínica na percepção do padrão hemodinâmico do paciente, em seguida

será organizado oficinas de prática e discussões clínicas, com utilização de metodologias ativas de ensino-aprendizagem, aprendizagem baseada em casos clínicos, interpretação de dados em tempo real, atividades em pequenos grupos e debriefing estruturado. A proposta metodológica busca aproximar o participante da realidade da beira do leito, estimulando o raciocínio crítico, a integração multiparamétrica dos dados e a tomada de decisão segura no cuidado ao paciente crítico.

 

 

3 – CRONOGRAMA

 

MANHÃ – 08h às 09h

APRESENTAÇÃO E AULA TEÓRICA


MANHÃ RODIZIO DE OFICINAS PRÁTICAS

(45 MINUTOS CADA)

PRÁTICAS

DEMONSTRATIVAS

Diferenciais do curso:

  • Abordagem prática e aplicada;

  • Foco em decisão clínica, não apenas em conceitos;

  • Integração entre monitorização básica e avançada;

  • Discussão de erros ocultos na monitorização;

  • Ênfase em fluido-responsividade e prevenção da sobrecarga volêmica;

  • Oficinas práticas com foco na intervenção assertiva;

  • Desenvolvimento de raciocínio multiparamétrico;

  • Linguagem voltada à beira do leito;

  • Decisão terapêutica guiada por dados.

 

 

Conteúdo programático das oficinas:

1.   Integração multiparamétrica: o painel hemodinâmico inteligente

  • Do dado isolado ao dado contextualizado;

  • Integração entre monitor multiparamétrico, exame físico, laboratório, ultrassom e resposta terapêutica;

  • O conceito de “beira do leito inteligente”;

  • Tendências, padrões e alertas precoces;

  • Monitorização centrada no paciente, não apenas no equipamento.

  • Pressão arterial normal com hipoperfusão oculta;

  • Frequência cardíaca como marcador tardio ou inespecífico;

  • Otimização da monitorização utilizando o sistema de PAI;

  • PVC como parâmetro isolado de baixa acurácia para prever resposta a fluidos;

  • Capnografia como marcador hemodinâmico;

 

 

2 – Marcadores perfussionais aplicados à decisão clínica

  • Tempo de enchimento capilar;

  • Temperatura de extremidades;

  • Gradiente térmico;

  • Moteamento;

  • Diurese;

  • Nível de consciência;

  • Lactato e clearance;

  • SvO² e GAPCO²;

  • Relação entre hipoperfusão periférica e prognóstico

  • Pressão arterial média; Débito cardíaco;

  • Volume sistólico;

  • Resistência vascular sistêmica;

  • Pré-carga;

  • Pós-carga;

  • Contratilidade;

  • Conteúdo arterial de oxigênio;

 

 

3 – Ultrassom e ecocardiografia focada na hemodinâmica à beira do leito

  • Diferença entre fluido-tolerância e fluido-responsividade;

  • Nem todo paciente hipoperfundido precisa de volume;

  • Avaliação volêmica utilizando o ultrassom;

  • Riscos da sobrecarga volêmica;

  • resposta à elevação passiva das pernas;

  • mini-fluid challenge;

  • O paciente responde a fluido?

  • O paciente tolera fluido?

  • Integração com ultrassom.

Cota – Diamante

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Cota – Platina

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Cota – Ouro

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Cota – Prata

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Realização

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Organização

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Apoio Institucional

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